Num belo dia resolvemos descer pedalando de Riberão Pires
a Bertioga, e com uns três dias de antecedência começamos a nos preparar de
forma precária e com o que tínhamos.
Compramos refletores (olhos de gato) para se fosse necessário usássemos a noite como forma de prevenção a acidentes, e como material de ciclismo era caro e raro para comprar acabamos arranjando com o Kim (Henrique) uma lanterna antiga de bicicleta que funcionava com dínamo preso ao garfo dianteiro e que para funcionar encostava-se ao aro. Porém quando estava em funcionamento, “pesava” muito, para pedalar; O Júlio querendo dar uma de espertão e vendo que iriamos começar a pedalar de noite, se prontificou em ficar com o tal do dínamo e ninguém fez objeção para ficar carregando aquele trambolho que amarrava a bicicleta e tirava todo embalo, cansando muito mais quem pedalava.
Compramos refletores (olhos de gato) para se fosse necessário usássemos a noite como forma de prevenção a acidentes, e como material de ciclismo era caro e raro para comprar acabamos arranjando com o Kim (Henrique) uma lanterna antiga de bicicleta que funcionava com dínamo preso ao garfo dianteiro e que para funcionar encostava-se ao aro. Porém quando estava em funcionamento, “pesava” muito, para pedalar; O Júlio querendo dar uma de espertão e vendo que iriamos começar a pedalar de noite, se prontificou em ficar com o tal do dínamo e ninguém fez objeção para ficar carregando aquele trambolho que amarrava a bicicleta e tirava todo embalo, cansando muito mais quem pedalava.
Como alguns de nós só tínhamos descido a serra de
Bertioga 1 vez e penaram para voltar, nós resolvemos ir com um pessoal de Ribeirão,
que tinha como líder um senhor de uns 48 a 50 anos, que esqueci o nome, e era
ate que conhecido por pedalar direto para lá, ele e mais 17 garotos entre 15 e
24 anos.
Nos encontramos, no centro da cidade e partimos, chegando
em frente ao cemitério São José, já havia anoitecido e ele parou e rezou para o
filho dele que esta enterrado lá, de lá continuamos ate na Santa Luzia subimos
a serrinha, como é conhecida a estrada Ribeirão Pires – Suzano e logo na
descida um dos moleques que estava com o "velho" como todos o chamavam, bateu
guidão com guidão comigo logo na primeira descida para complicar a condição do estrada era pessíma e o rapaz acabou caindo no mato.
Parei para ajuda-lo e quase fui atropelado pelos outros que vinham atrás, ele se ralou um pouco e junto com mais dois outros rapazes decidiram retornar para casa.
Parei para ajuda-lo e quase fui atropelado pelos outros que vinham atrás, ele se ralou um pouco e junto com mais dois outros rapazes decidiram retornar para casa.
Partimos rumo a Suzano, porém com o
que havia acontecido com o rapaz ,nós decidimos aumentar um pouco o ritmo das pedaladas para sairmos do embolo.
Passando um pouco do bairro de Palmeiras em Suzano, o movimento central da bicicleta do Marcelinho (da linha), desmontou, fizemos uma gambiarra e seguimos.
Como o ritmo deles eram muito lento, logo passamos a frente e ficávamos esperando a frente, fomos dessa maneira ate Mogi das Cruzes e sempre quando nos encontravam chegava a noticia que algum deles, havia retornado. Apartir dai decidimos ir sozinhos, nos despedimos dos outros e aceleramos.
Chegando em Mogi das Cruzes, perto de uma rádio que era ate famosa na cidade, mas não lembro o nome, o movimento central, voltou a dar problemas isso mais ou menos umas 01:30 da manhã, enquanto e o Eduardo, o Ricardo e o Juninho tentavam arrumar, eu fui ver se tinha algum lugar aberto, para ver se conseguia ajuda.
Eu e o Júlio descemos para a avenida um carro passou e xingou-nos, o Júlio xingou de volta, e depois de um tempo eles deram a volta e passaram novamente perto da gente ai xingaram de novo, um tacou uma garrafa que não acertou na gente e o que estava no banco de trás atacou alguma coisa (não sei se uma pedra ou uma porca e pegou nas minhas costas).Desistimos de procurar qualquer coisa e voltamos para a frente da radio, e eu brigando com o Júlio. __ Porra, Júlio deixa quieto esses P.. n. C., olha ai, tomei mo pedrada nas costas.
Eles fizeram outra gambiarra no movimento central da Bicicleta do Marcelinho e voltamos a pedalar.
Antes do inicio da descida da serra o Júlio com o dínamo; passou os 50 quilômetros por hora e a lâmpada não aguentou, nos deixando no escuro, e foi ai o inicio das reclamações do Júlio por causa da falta de iluminação. E reclamou tanto que parecia uma velha! Mesmo com o coro gritando "cala boca Júlio" ele insistia em dizer "Pô queimou minha luzinha".
Prosseguimos e no topo da serra, começaram as primeiras gotas de chuva, andamos na mais plena escuridão, pois não viamos nem a luz da lua , e depois de uns 2 quilômetros de descida a chuva ficou tão forte que os pingos entravam nos olhos ficando impossível de se enxergar qualquer coisa.
Decidimos parar em uma casinha que guardava materiais para manutenção da estrada.
Depois de uns 10 minutos, embaixo de uma chuva gigantesca, na estrada apareceu uma Kombi com carroceria de madeira.
A Kombi passou uns 100 metros, deu ré e ofereceu carona, como estávamos totalmente sem opções acabamos aceitando a carona. Fomos na carroceria, tomando uma mega chuva, mas menos preocupados em ficar desabrigados no meio da serra tomando chuva.
Fomos tremendo de frio e conversando, ai no final da serra, a chuva diminuiu e os dois homens que estavam na kombi abaixaram o vidro e começaram conversar com a gente, sendo bem simpáticos.
Passamos abaixados, pelo posto da polícia rodoviária, porque, já não era permitido,pessoas viajarem em carrocerias.
Fomos com eles ate o centro de Bertioga, chegando lá eles pararam a kombi na rua e tiramos as bicicletas, agradecemos a carona e já estávamos indo embora, quando eu olhei para a Kombi e vi que estava com os vidros abertos.
Ai eu falei para um deles tentando ajudar:____ Senhor!!! ____ O vidro esta aberto.
Ai um deles respondeu: ___Ah não tem problema , ela é roubada mesmo!!!.
E foram andando.
Na hora quase cagamos nas calças quando ele falou isso.
So sei que pegamos as bicicletas e saímos voando de perto deles.
A chuva voltou a cair forte, demos uma volta no centro de Bertioga, meio tristes, porque não descemos pedalando, mas as condições estavam muito perigosas e seriam uma estupidez maior que a de costume se tentássemos vir pedalando.
Fora o susto que os caras deram na gente falando da Kombi, cehgamos bem.
Paramos em uma cobertura de um bar para decidirmos o que fazer, depois de 100 ideias diferentes e com a chuva a mil, decidimos ir para a cidade de Santos e subir de ônibus para Ribeirão Pires.
Começamos a pedalar pela Rio - Santos, nesse dia choveu, choveu e choveu mais um pouco e a rodovia ficou com uns 30 cm de água.
O trajeto que tinha um pouco mais de 40 km e era plano, virou um dos piores lugares que eu já pedalei.
Nós pedalavamos e a água segurava os quarenta e poucos quilometros viraram uns cento e tantos quilometros de tanta força que fazíamos e quase não saiamos do lugar. Depois de incontáveis horas, informações erradas e muita chuva, chegamos perto da balsa que atravessava para Santos, cortando um bom caminho.
Pagamos as passagens, e logo em seguida embarcamos.
Já na balsa com o mar revolto por causa da chuva e do vento, a balsa começou a balançar pra cacete, nós todo molhados, fedidos e cansados e cada um sentado onde conseguiu arranjar lugar.
Os usuarios da balsa ficavam olhando com desprezo e nojo para gente.
De repente o Juninho grita:___ Olha o Júlio.
Olhamos para ele, e ele estava verde.(Pensei que só em desenho animado alguém com enjoo ficasse verde, mas é verdade).
Ele passando mal e a gente se chorando de rir, ai começamos a encher o saco dele falando que ele ia vomitar.
E uma senhora que estava no banco do lado dele, o olhou e saiu correndo, ai bagunça aumentou e todo mundo na balsa começou a dar risada.
E o lugar do lado dele, ficou vago.
Saímos da balsa e começamos a pedalar em direção a rodoviária, compramos as passagens e ficamos umas duas horas ou mais esperando o ônibus para Ribeirão.
Nesse meio tempo, as pessoas passavam pela gente e ficavam com cara de nojo, pelo estado lamentável que estavamos.
Para aumentar a vergonha, não sei onde o Ricardo arrumou uma mega marmita, que virou janta coletiva.
Teve até um morador de rua que ficou olhando para a Juninho com a marmita, ai o Juninho falou:___ Você quer um pouco?.
O morador de rua olhou, pensou, viu a situação e não encarou o marmitão não.
O ônibus chegou, colocamos as bicicletas no bagageiro do ônibus, e a tampa,não fechava, ai o motorista falou que não ia prosseguir se não desse para fechar "Direito" o bagageiro.
E que dois de nós esperassemos o próximo ônibus, Um olhou para o outro, e não foram necessárias palavras para cada um saber o que os outros estavam pensando.
Essas porras dessas bicicletas vão caber ai.
E em 30 segundos o problema estava resolvido. Depenamos as bicicletas e depois disso eu estava de pé, em cima da tampa do bagageiro forçando o fechamento.
As bicicletas foram guardadas com uma precisão quase "Suíça", viajamos no corredor do ônibus, porque demoramos guardando as bicicletas e o assentos já estavam ocupados.
Quase chegando em Ribeirão eu senti um empurrão na minha cabeça, ai percebi que estava dormindo com a cabeça no colo de uma mulher desconhecida e babando na calça dela.
Chegamos me Ribeirão, juntamos os cacos das bicicletas, e fomos cada um para sua casa, fedidos, molhados, babados, cansados, e com muita coisa para contar e relembrar.
Passando um pouco do bairro de Palmeiras em Suzano, o movimento central da bicicleta do Marcelinho (da linha), desmontou, fizemos uma gambiarra e seguimos.
Como o ritmo deles eram muito lento, logo passamos a frente e ficávamos esperando a frente, fomos dessa maneira ate Mogi das Cruzes e sempre quando nos encontravam chegava a noticia que algum deles, havia retornado. Apartir dai decidimos ir sozinhos, nos despedimos dos outros e aceleramos.
Chegando em Mogi das Cruzes, perto de uma rádio que era ate famosa na cidade, mas não lembro o nome, o movimento central, voltou a dar problemas isso mais ou menos umas 01:30 da manhã, enquanto e o Eduardo, o Ricardo e o Juninho tentavam arrumar, eu fui ver se tinha algum lugar aberto, para ver se conseguia ajuda.
Eu e o Júlio descemos para a avenida um carro passou e xingou-nos, o Júlio xingou de volta, e depois de um tempo eles deram a volta e passaram novamente perto da gente ai xingaram de novo, um tacou uma garrafa que não acertou na gente e o que estava no banco de trás atacou alguma coisa (não sei se uma pedra ou uma porca e pegou nas minhas costas).Desistimos de procurar qualquer coisa e voltamos para a frente da radio, e eu brigando com o Júlio. __ Porra, Júlio deixa quieto esses P.. n. C., olha ai, tomei mo pedrada nas costas.
Eles fizeram outra gambiarra no movimento central da Bicicleta do Marcelinho e voltamos a pedalar.
Antes do inicio da descida da serra o Júlio com o dínamo; passou os 50 quilômetros por hora e a lâmpada não aguentou, nos deixando no escuro, e foi ai o inicio das reclamações do Júlio por causa da falta de iluminação. E reclamou tanto que parecia uma velha! Mesmo com o coro gritando "cala boca Júlio" ele insistia em dizer "Pô queimou minha luzinha".
Prosseguimos e no topo da serra, começaram as primeiras gotas de chuva, andamos na mais plena escuridão, pois não viamos nem a luz da lua , e depois de uns 2 quilômetros de descida a chuva ficou tão forte que os pingos entravam nos olhos ficando impossível de se enxergar qualquer coisa.
Decidimos parar em uma casinha que guardava materiais para manutenção da estrada.
Depois de uns 10 minutos, embaixo de uma chuva gigantesca, na estrada apareceu uma Kombi com carroceria de madeira.
A Kombi passou uns 100 metros, deu ré e ofereceu carona, como estávamos totalmente sem opções acabamos aceitando a carona. Fomos na carroceria, tomando uma mega chuva, mas menos preocupados em ficar desabrigados no meio da serra tomando chuva.
Fomos tremendo de frio e conversando, ai no final da serra, a chuva diminuiu e os dois homens que estavam na kombi abaixaram o vidro e começaram conversar com a gente, sendo bem simpáticos.
Passamos abaixados, pelo posto da polícia rodoviária, porque, já não era permitido,pessoas viajarem em carrocerias.
Fomos com eles ate o centro de Bertioga, chegando lá eles pararam a kombi na rua e tiramos as bicicletas, agradecemos a carona e já estávamos indo embora, quando eu olhei para a Kombi e vi que estava com os vidros abertos.
Ai eu falei para um deles tentando ajudar:____ Senhor!!! ____ O vidro esta aberto.
Ai um deles respondeu: ___Ah não tem problema , ela é roubada mesmo!!!.
E foram andando.
Na hora quase cagamos nas calças quando ele falou isso.
So sei que pegamos as bicicletas e saímos voando de perto deles.
A chuva voltou a cair forte, demos uma volta no centro de Bertioga, meio tristes, porque não descemos pedalando, mas as condições estavam muito perigosas e seriam uma estupidez maior que a de costume se tentássemos vir pedalando.
Fora o susto que os caras deram na gente falando da Kombi, cehgamos bem.
Paramos em uma cobertura de um bar para decidirmos o que fazer, depois de 100 ideias diferentes e com a chuva a mil, decidimos ir para a cidade de Santos e subir de ônibus para Ribeirão Pires.
Começamos a pedalar pela Rio - Santos, nesse dia choveu, choveu e choveu mais um pouco e a rodovia ficou com uns 30 cm de água.
O trajeto que tinha um pouco mais de 40 km e era plano, virou um dos piores lugares que eu já pedalei.
Nós pedalavamos e a água segurava os quarenta e poucos quilometros viraram uns cento e tantos quilometros de tanta força que fazíamos e quase não saiamos do lugar. Depois de incontáveis horas, informações erradas e muita chuva, chegamos perto da balsa que atravessava para Santos, cortando um bom caminho.
Pagamos as passagens, e logo em seguida embarcamos.
Já na balsa com o mar revolto por causa da chuva e do vento, a balsa começou a balançar pra cacete, nós todo molhados, fedidos e cansados e cada um sentado onde conseguiu arranjar lugar.
Os usuarios da balsa ficavam olhando com desprezo e nojo para gente.
De repente o Juninho grita:___ Olha o Júlio.
Olhamos para ele, e ele estava verde.(Pensei que só em desenho animado alguém com enjoo ficasse verde, mas é verdade).
Ele passando mal e a gente se chorando de rir, ai começamos a encher o saco dele falando que ele ia vomitar.
E uma senhora que estava no banco do lado dele, o olhou e saiu correndo, ai bagunça aumentou e todo mundo na balsa começou a dar risada.
E o lugar do lado dele, ficou vago.
Saímos da balsa e começamos a pedalar em direção a rodoviária, compramos as passagens e ficamos umas duas horas ou mais esperando o ônibus para Ribeirão.
Nesse meio tempo, as pessoas passavam pela gente e ficavam com cara de nojo, pelo estado lamentável que estavamos.
Para aumentar a vergonha, não sei onde o Ricardo arrumou uma mega marmita, que virou janta coletiva.
Teve até um morador de rua que ficou olhando para a Juninho com a marmita, ai o Juninho falou:___ Você quer um pouco?.
O morador de rua olhou, pensou, viu a situação e não encarou o marmitão não.
O ônibus chegou, colocamos as bicicletas no bagageiro do ônibus, e a tampa,não fechava, ai o motorista falou que não ia prosseguir se não desse para fechar "Direito" o bagageiro.
E que dois de nós esperassemos o próximo ônibus, Um olhou para o outro, e não foram necessárias palavras para cada um saber o que os outros estavam pensando.
Essas porras dessas bicicletas vão caber ai.
E em 30 segundos o problema estava resolvido. Depenamos as bicicletas e depois disso eu estava de pé, em cima da tampa do bagageiro forçando o fechamento.
As bicicletas foram guardadas com uma precisão quase "Suíça", viajamos no corredor do ônibus, porque demoramos guardando as bicicletas e o assentos já estavam ocupados.
Quase chegando em Ribeirão eu senti um empurrão na minha cabeça, ai percebi que estava dormindo com a cabeça no colo de uma mulher desconhecida e babando na calça dela.
Chegamos me Ribeirão, juntamos os cacos das bicicletas, e fomos cada um para sua casa, fedidos, molhados, babados, cansados, e com muita coisa para contar e relembrar.
Caramba... acabei de comer um churrasco meia boca que fiz aqui (sozinho em casa) e quase voltou de tanto eu rir do incrível Bruce 'Julio' Banner... kkk
ResponderExcluirTomando ar!!!
Lembro direitinho da rua que dava acesso à travessia. Um corredor com muros altos e o pior vento contra que já peguei. Parecia um túnel de vento depois de uma noite de teste de resistência. Sei porque tinha 64 kg.
Nesse dia eu tive a impressão de dormir pedalando naquela "bendita" estrada alagada. Quando passou um carro e deu um banho eu meio que acordei assutado. Parece ilógico dormir andando de bike, mas tudo aquilo foi ilógico!!
Mas muiiiito engraçado... huahuahuahua
Abraços